Half Life: Blue Shift - Capítulo 2 Prt.1

Capítulo 2 - Duty Calls

Sector G Hydro Eletric

Não sabia se estava acordado, morto ou tendo um sonho maluco. Sua visão estava duplicada e fosca. Conseguia enxergar apenas o mesmo elevador iluminado pela luz vermelha do alarme e um dos corpos dos cientistas. Mais a frente via uma espécie de quadrúpede.

Um cachorro? Aqui?”, pensou.

Fechou os olhos novamente acordando segundos depois. Demorou a se levantar. As imagens do acidente do pequeno trem de carga e a queda do elevador ainda eram aterrorizantes. Tudo o assustava. As articulações doíam e a cabeça articulações doíam e a cabeça latejava violentamente. Quando estava de pé teve vontade de retirar o capacete, com uma longa rachadura na parte superior, e beijá-lo tal como uma criança que aguarda um presente há anos e ganha no Natal. Aquilo salvou a sua vida, entretanto não era o momento e nem a hora certa para isso. Talvez agradecesse outro dia colocando o equipamento em sua futura casa.

Saiu do elevador que mais parecia ter passado em uma máquina de compressão e agora era apenas uma câmara de metal contorcido. Ficou cabisbaixo ao ver que estava sozinho, porém não ainda eram aterrorizantes. As articulações doíam e a cabeça poderia parar. Havia caído em um local desconhecido, ou parcialmente. Estava muitos andares abaixo de onde estava. Se antes se achava um rato no esgoto agora se senda eram aterrorizantes. As articulações doíam e a cabeça ntia em uma das obras de Júlio Verne, O Centro da Terra. O lugar aparentava ser um depósito. Prateleiras de metal ao lado de caixotes de madeira era tudo o que tinha.

Ouviu um barulho à sua direita, no entanto escutava apenas o elevador dando pequenos curtos circuitos ocasionando focos de fumaça e saída de faíscas, como se quisessem demonstrar os últimos sinais de vida. Sacou cuidadosamente a sua pistola e colocou na altura da boca. Esgueirou-se na parede e avistou melhor o corpo do segurança. Estava coberto de sangue, ao lado de um pé de cabra. Não sabia o que ou quem havia feito tudo isso, mas estava em uma ansiedade que nunca tinha sentido antes. Talvez os sistemas da Black Mesa tenham ficado em um estado caótico temporário devido aos testes do Setor C. Preferia pensar dessa forma. Um rádio ou uma face amiga já resolveria o problema.

Caminhou na direção do corpo do defunto e colocou a arma no coldre.
Um pé de cabra poderia ser útil naquele lugar, embora não soubesse ao certo o que estava acontecendo. Escutou novamente o som estranho que ouvira agora a pouco. Virou o rosto. Sentiu os olhos se arregalarem quase que involuntariamente. Deu um passo lento para trás. O coração voltou a bater convulsivamente como se Barney estivesse correndo em uma maratona e houvesse recebido uma carga de adrenalina. Seus músculos elevaram-se e ficaram volumosos. Passou a mão na arma tirando-a discretamente. Se existia algo que Calhoun odiava era passar por momentos de medo com extrema angustia. Quando isso acontecia geralmente ficava sem ar.

Não sabia se a pancada que havia levado na cabeça fora tão forte que agora estava tendo alucinações. Ali, na sua frente, se deparou com algo. Um canino mutante. Tinha três patas, pele espessa, úmida e meio escamosa com listras azuis. Fixou o olhar em Barney com sua cabeça redonda e escura que com os vários pontos brancos em meio à face parecia ter infinitos olhos. Simplesmente uma visão horripilante. Poderia ser um exagero chamar de mutante, todavia não havia tempo para maiores análises. Era o mesmo animal que encontrara sendo alvo do segurança nos trilhos de trem.

O animal contorceu seu corpo para esquerda e começou a fazer uma onomatopéia ensurdecedora, como se fosse explodir a qualquer momento. Barney se afastou, esticando as duas mãos para frente. Parecia ser um bicho inofensivo, por mais que nunca tivesse visto.

Quando terminou de se mexer, o estranho soltou uma onda azul tão forte que o mesmo deu um salto. Calhoun parecia ter recebido uma forte descarga elétrica nas pernas. Sentiu seus membros amolecerem. Caiu de joelhos no chão com a cabeça doendo ainda mais, apoiando ambas as mãos sobre ela. A região renal parecia ter sido golpeada tal como um lutador de Muay Thai ao receber um chute certeiro neste órgão. Não gritou de dor, no entanto sentia isso de forma aguda. O suor delineava um caminho que escorria até a boca. A pistola escorregou de sua mão. Tudo era momentâneo, ou esperava que fosse. O mutante saiu de seu campo de visão. O guarda tinha vontade de descarregar o cartucho inteiro no seu agressor.

Oscilou para a esquerda e posteriormente para a direita, similar a um bêbado depois de sair de um bar, mas nada disso importava. “Esses idiotas do setor biológico deixam essas porcarias escaparem”, reclamava consigo mesmo. O depósito parecia pequeno. Esbarrava nas caixas e não achava mais nada. Sua audição, todavia, era aguçada. A pequena abominação que havia lhe ocasionado tanta dor, estava escondida. Três tiros bastaram para dar fim a aquela porcaria. Viu um sangue esbranquiçado, semelhante com pus, saindo dos orifícios do extraterrestre, ou seja, lá o que fosse.
O mesmo barulho infernal repetiu-se, mas desta vez na retaguarda.Sem hesitar o segurança pulou na direção do pé de cabra e deu um golpe tão forte e preciso que o alienígena rolou nos degraus de uma escada que estava nos arredores. Calhoun lembrou-se de uma de suas tacadas de beisebol de quando ainda era criança. Se tudo aquilo fizesse parte do departamento biológico, já tinha provas até para reivindicar uma indenização. Um sorriso maléfico ficou estampado em seu rosto ao ver o corpo do morto.

Desceu as escadas ainda com os sons do alarme em seus ouvidos. A porta posicionada a sua frente eram como luzes no final de um túnel lúgubre e escuro. Estava ofegante, apertando o botão em seguida. A única coisa que ouviu foi um bipe triste e insistente negando a abertura da saída. A vontade de meter alguns tiros era incontestável, mas lembrou-se que boa parte das portas da Black Mesa eram automáticas, por serem acionadas por senhas, botões e entre outros dispositivos. Nem todos os problemas podem ser resolvidos com murros na parede. Recordou-se do lugar que estava a chave geral. Passou novamente entre os infinitos caixotes e disparou duas vezes contra a chapa de metal. Uma explosão surgiu. O pequeno depósito ficou escuro, os alarmes cessaram. Tudo ficou em silêncio. Expirou de maneira devagar o ar que havia em seus pulmões.

Voltou ao lugar onde estava e desta vez seu acesso para a outra sala pôde ser realizado. Alguma notícia ou pelo menos um sinal de alguma presença amistosa poderia ser significativo ou relevante. Arrependeu-se de ter entrado naquele elevador. A porta emitiu um bipe e se abriu com um movimento rápido. Barney tentava se concentrar, porém seus pensamentos pareciam ricochetear em algo e voltar para sua mente da mesma maneira. Não conseguia relaxar, tampouco refletir sobre tudo o que ocorreu recentemente. Não sentia mais fome, mas sim um nível demasiado de nervosismo. misturado com medo decorrente da sua mente vertiginosa.

Deparou-se com um corredor bem iluminado com grades metálicas no chão e paredes azuladas com canos acoplados. Quando começou a andar sentiu um cheiro forte de cloro junto com outros produtos químicos, queimando suas vias respiratórias à medida que inspirava aquele ar.

Virou a esquina do corredor chegando em um pequeno laboratório. A luz era pouca, de forma que nada era nítido. Por momentos pensava que seu dia-a-dia havia se dissolvido de maneira instantânea. Todos os seus horários passaram a não existir mais, incluindo a compra de um presente para sua namorada Lauren. Queria estar com ela. A Black Mesa era uma construção enorme, erguida de maneira inusitada em meio ao deserto de Novo México. O tamanho de tudo ainda o surpreendia. Como o Setor G representava basicamente o esgoto da Black Mesa, não havia muito que fazer a não ser realizar manutenções mensais. Aquele local é tipicamente amedrontador, principalmente quando se está sozinho. Por esses e outros motivos, geralmente tentava escapar de vir neste Setor.

O segurança caminhou meticulosamente até o próximo cômodo. Ponderou atentamente o local. Alguns barris esverdeados estavam espalhados em toda a pequena área que representava o laboratório. Duas máquinas com monitores chamavam a atenção, embora estivessem desligadas, sendo esfriadas por ventiladores nos dutos de ar. Algo em particular chamara a atenção de Barney.

Os barris despejavam um líquido esverdeado no chão, alastrando-se de forma assustadora, parecendo até que quisesse consumir e ingerir a primeira pessoa que ousasse pular ali. Engoliu seco. Os pulmões estavam fatigados. O par de mãos permaneciam ligeiramente trêmulas. Empunhava o pé de cabra, no entanto nada parecia ser tão ofensivo como a sala anterior. O ambiente era mais amplo. Caminhou até nas proximidades de uma das mesas metálicas com estampa de vidro. Poderia pular e assim evitava se der contaminado por aquilo que estava dominando o piso do laboratório.

Flexionou as suas pernas com um breve alongamento. Um vulto passou em frente ao seu rosto. Sentiu uma lâmina fina rasgando-lhe a carne do ombro direito. O sangue saiu da pele branca de Barney, manchando de vermelho a camisa azul. Foi inevitável de ocorrer. Um círculo roxo com a borda um tanto desigual surgiu no tecido. O corte não era profundo, porém o local permanecia dolorido e o líquido vermelho insistia em sair. O guarda deu gemeu ao ver sua mão coberta de sangue após colocá-la sob a ferida. Cambaleou para trás e olhou toda a sala novamente. Para ele uns dos piores cortes são exatamente esses que subestimam qualquer um pelo seu tamanho ou profundidade.

Um ruído a sua direita fez o segurança curvar todo o corpo. Barney jogou o pé de cabra no chão em um ato automático e involuntário. Tirou a pistola do coldre e a posicionou prestes a atirar no primeiro movimento alheio. A adrenalina fez seu coração disparar novamente. Outra aberração projetara na sua frente. Dessa vez aparentava ser um caranguejo. Era baixo, pequeno e seu corpo era resumido apenas na cabeça esbranquiçada e nas patas pontiagudas alaranjadas. O animal parecia estar gozando da cara de Barney. Permanecia parado enquanto este apontava a arma contra o seu corpo frágil. Queria, porém, analisar melhor aquele alienígena. Ambos se encaravam sendo que o guarda não tinha palavras para designar aquela cena. Os pensamentos pareciam não fluir em sua mente.
Em segundos, o pequeno extraterrestre pulou no rosto do segurança. Este conseguiu ver seus dentes afiados resvalando em sua face. Esquivou-se e desfechou três tiros contra o seu pequeno inimigo, que também soltou um prolongado gemido antes de morrer.
Abaixou a arma e passou a outra mão na testa suada e então saltou para a mesa. Preferia não ficar muito tempo ali. Sua rapidez foi suficiente para evitar que dois daqueles alienígenas se aproximassem. Poderia existir ainda piores no laboratório, ou quem sabe, apenas o Setor G estava tendo tais monstros. Mal sabia denominar uma palavra para aquelas coisas que estavam o atacando.

Passou por uma porta de metal pouco pesada. Outro alienígena estava o esperando, todavia chocou-se violentamente contra a porta, já que Barney conseguiu visualizá-lo a tempo. O mesmo líquido esverdeado começou a sair na cabeça do animal sinalizando que estava morto.

Um complexo grande como a Black Mesa produzia lixo tóxico em uma quantidade exagerada. O tipo diferenciado do lugar dificultava a remoção disso, então foram construídos tubos e segmentos individuais que levavam estes resíduos até a superfície. Eram metros de concreto até a camada superior e, além disso, ficavam situados no sistema de esgoto e tratamento, além dos canais de drenagem de água da Black Mesa. Isso era apenas no subsolo, sendo que mais acima havia uma hidroelétrica particular. Barney errou em pensar que não iria se sujar hoje.

O quarto onde estava era pequeno com uma escada de metal logo à frente, dois barris esverdeados ao lado e uma prateleira prateada que era realçada com a luz, principalmente com os dois pentes de munição que ganhavam destaque no móvel. Subiu a escada de aço brilhante. O lugar estava frio devido aos dutos de ventilação que permaneciam ligados, provocando um ruído tristonho denunciando que faltava óleo.
Sentia-se seguro na altura que estava. O vento congelava suas botas reforçadas. Apenas as lâmpadas avermelhadas de emergência ficaram ligadas, o que fazia o lugar ficar semelhante com as antigas salas de revelação de fotos. Adiante viu um cientista idoso, com cabelos grisalhos resumindo-se apenas nas laterais na cabeça, usando óculos com lentes grossas com o formato de um polígono e sentado, sendo iluminado por uma lanterna que emitia uma luz pálida. O funcionário quando viu o segurança sorriu de maneira discreta. Assim lembrou-se do velho. Era um antigo conhecido seu que o acompanhou quando frequentava mais vezes o Setor G.
-Calhoun! Você sobreviveu com a queda de energia. Bem, a ajuda está vindo, mas eu quero ficar aqui. Seja lá quem estiver na superfície, na saída vão matar todos que estão aqui embaixo.

O guarda assentiu. Não podia levar ninguém, pelo menos por enquanto. Apenas afastou-se. Aquele lugar já estava deixando-o aflito e certamente se sofresse de claustrofobia já teria se suicidado.

Atirou contra uma pilha de barris inflamáveis postos atrás de um portão trancafiado. O estrondo foi grande, sendo ainda maior em resultado do local pouco arejado que estava. Seu estômago deu um leve estralo. As peças de metal que protegiam o combustível ficaram torradas após a bola de fogo. A grade ficou resumida em pedaços carbonizados.

Quando pulou na mesa na direção da abertura, sentiu uma câimbra dolorosa ocasionada pela queda repentina do elevador e o fato de ter ficado agachado. Acabou caindo de joelhos sendo que por pouco não despencou na gosma verde e possivelmente tóxica que já havia dominado todo o ambiente. Apesar de ao mesmo tempo estar furioso com a dor, havia sido treinando para pensar de maneira útil, para que trouxesse benefícios a Black Mesa.

Caminhou para a abertura feita na explosão. Seus músculos pareciam estar rasgados em razão da ausência de alongamentos. Aos poucos perdera esse costume a medida do horário que aparentava estar mais exigente. A perna esquerda parecia estar anestesiada. O orifício nasal e a boca expeliam sangue, fazendo-o sentir um gosto de ferro. Estava decidido a tomar qualquer atitude resoluta para sair dali.
Passou o corredor e a esquina de paredes azuladas e o piso metálico. O próximo lugar finalmente era bem mais arejado. Um pequeno suporte que transportava cargas, sustentado por um cabo de aço acionado por um painel, permitia o acesso a um dos depósitos da Black Mesa. Depois disso chegaria no sistema de esgoto e tratamento. Não era muito seguro o “elevador vertical”, apelido dado pelos funcionários ao transportador de cargas ou guindaste.

O clima do lugar parecia criar vultos fantasmagóricos ao redor. Ali mesmo, abaixo dos seus pés um buraco sem fim destacava-se com sua cor negra, na qual se alguém caísse provavelmente nunca mais seria achado. Por um momento, enquanto o guindaste era acionado, sentiu vontade de tomar sua cerveja matinal. Obviamente isso não era permitido no trabalho, mas quem liga? Afinal um dos lemas da Black Mesa não é tratar bem os funcionários?

Algumas sombras interromperam as reflexões de Barney. Por tudo que acontecia no complexo deveria saber que não era algo amigável, mas sim novamente aqueles malditos seres que encontrara primeiro.
Eram dois. Foram mortos rapidamente, antes mesmo de sair do elevador, descarregou o resto do cartucho. Um deles tentou esconder-se inutilmente atrás de um barril posicionado no caminho entre os dois portões. Apesar de terem tentado revidar os tiros, Barney acertou a dupla, por mais que isto tenha lhe custado o restante de seu pente. Era um atirador genuíno.

Percorreu até os corpos de suas vítimas. O vazio do depósito dava um ar de suspense. Explorou parcialmente o território até então desconhecido. Dos dois lados haviam portões fechados sendo que em um deles havia uma porta menor de manutenção ao lado. O caminho era asfaltado, o que possibilitava o trânsito de veículos.

Sentou-se no chão, apoiando-se no barril caído com rachaduras, inclinando o par de braços para o alto. Soltou um suspiro no ar. Barney gostava de filosofar sozinho, era igual como um videogame portátil para uma criança chateada. Para ele não existia tempo perdido, na realidade isso é variante. Quando se está pensando, você está fazendo algo mesmo que isso seja involuntário, agora no que se pensa pode se definir se é útil ou não. Desde que entrou para a Black Mesa passou a ter um maior sentimento de companheirismo, o que não tinha antes, todavia que amigos eram esses que sumiam quando mais se precisa?

Pensou se realmente voltar na Black Mesa depois de tudo isso seria uma boa opção. Não somente queria, mas sentia que agora estava destinado a sair do complexo. De tanto ouvir o barulho insistente dos alarmes, eles pareciam soar automaticamente em sua mente. Até agora não pensara em seus colegas da Área 3 de Segurança ou até mesmo em Gordon Freeman. Para os testes do Setor C terem desencadeado tudo isso, não queria nem imaginar como estaria o corpo do seu amigo silencioso. Mais do que tudo tentava entender as espécies estranhas que o atacavam.

Como se alguém lesse os pensamentos do rapaz, ouviu algo vindo atrás do barril. Seus nervos estavam como farrapos, porém instantaneamente virou-se.
Uma bola de energia descarregou algo. Era a mesma coisa que vira na queda do elevador. A reação de Barney foi súbita. Arregalou os olhos sem acreditar no que estava enxergando alguns metros a sua frente. Não existiam palavras para caracterizar aquilo. A criatura tinha a mesma estatura do segurança. Possuía um solitário olho vermelho na cabeça, deixando-o sem qualquer feição ou demonstração de sentimentos, exceto por uma boca mais abaixo. A coloração do olho combinada com a cor escura era exageradamente arrepiante, fazendo Calhoun deduzir que fosse um monstro vindo das profundezas. Tinha duas pernas e três braços, sendo que um ficava saliente no peito, nos demais havia uma pulseira esverdeada.
As bocas e dentes não eram visíveis, então pelo menos não era canibal, no entanto suas mãos eram afiadas. Podia imaginar aquelas garras perfurando seu corpo como isopor.

Antes que tomasse qualquer atitude, a criatura posicionou suas duas mãos no peito fazendo uma esfera verde de energia surgir. Olhava atentamente para o segurança e este mal sabia o que fazer. Raios começaram a surgir e aparentemente eram polarizados pela esfera. Calhoun verificou a pistola. Estava vazia. “Burro”, pensou, havia esquecido de recarregar a arma. Não sabia o que fazer. O monstro o ameaçava com sua demonstração de poder e de certa maneira até gozava de tal. O presente da Black Mesa era esse? Morrer dessa forma? Não dava tempo de recarregar seu único modo de defesa, tampouco daria para se esquivar de um raio.

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